sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os projetos




O desenho animado

Decidimos que o céu poderia ser um bom espaço para a nossa dança em stop motion, mas pensamos que seria legal se pudessem aparecer várias coisas malucas nesse céu. Então, desenhamos essas coisas em um papel. Depois a tarefa: Se estivéssemos dentro do desenho onde estaríamos dançando? E que dança seria essa? Poderíamos desenhar etapa por etapa dessas danças?
Fizemos assim.
Dividimos o tempo e, enquanto a sala inteira experimentava os sons interessantes para começar a criar nossa trilha, um dos alunos tinha a missão de pegar seu desenho, ir até a sala de materiais, encontrar materiais que se pareciam com seu desenho e recriar seu desenho a partir desses materiais.
Pronto! Agora ele poderia caber em seu desenho e dançar...
Todas as crianças passarão por essas experiência.
Já temos um desenho e uma dança para o nosso vídeo e a trilha começa a aparecer. Parece que vamos mesmo criar um desenho animado de verdade!

O filme musical

Também iniciamos o processo com a música para o filme!
Brincamos muito com sonoplastias e cada criança pesquisou o que poderia ser um som engraçado para um tombo/dança.Pesquisamos essas danças /tombos.
Criamos também uma coisa muito interessante! Para dançar só com os pés e pernas, criamos uma grande faixa com rostos grandes desenhados. A brincadeira vai ser pendura-la e esconder com ela a parte de cima do corpo. É uma experiência bem divertida, e parece que tinha uma dança bem parecida com essa no filme que assistimos para nos inspirar Cantando na chuva.

O vídeo dança

O que mais fizemos nas férias?
Assistimos à TV!
Oras, para retomar nosso projeto de vídeo-dança porque não criar TVs interessantes para passar danças que a gente pode criar?
Assim fizemos! Assim filmamos!
Até dança de careta apareceu, e as TVs? Quantas cores!
Gostamos tanto de nossa criação que levamos as TVs pra casa... Quem sabe podemos, além de passar tanto tempo na frente da TV de casa, criar coisas nossas para passar em uma TV que criamos com nossas próprias mãos?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

De volta!

Finalmente de volta pudemos ouvir o que as crianças traziam dessas longas férias. A ordem geral era saber: o que aprendemos a fazer de novo durante esse tempo?
Comemos algo novo? Aprendemos alguma brincadeira? Conhecemos algum lugar diferente?
Que novas pessoas eram essas que estavam de volta?
A segunda questão era saber: o que lembramos de tudo o que fizemos juntos no PIA antes dessas férias?
O nosso objetivo era saber o que teria sido mais importante, feito mais sentido para eles. Entender também quais seriam as novas paixões, os novos interesses alimentados por um bom descanso e liberdade para criação livre da rotina...
A partir dai, poderíamos juntar tudo isso e pensar na continuação dos nossos projetos:
O desenho animado
O filme musical- inspirado em Cantando na chuva
O vídeo-dança - que parte dos espaços
Já retomamos os trabalhos nessas semanas e agora estamos também nos dedicando a criar as músicas desses vídeos.
Mãos à obra!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Brincadeiras e jogos lúdicos

Durante esta semana continuamos a desenvolver as atividades lúdicas no Programa Recreio nas férias. Pitadas das vivências artísticas que desenvolvemos no PIA foram experimentadas com maior intensidade, mesmo em condições bastante diferentes das que estamos habituados a encontrar.
Com giz de cera desenhamos juntos por todo o CEU SAPOPEMBA, no chão, nas paredes, na rampa, foi muito inspirador - estávamos fazendo um desenho gigante que começou pela manhã e seguiu tarde afora.
Brincamos com os adolescentes de diversos jogos teatrais e parecia que estávamos em uma grande competição. Os grupos vibraram e criaram com bastante entusiasmo.
As brincadeiras trazidas pelas crianças e as coisas que gostamos de fazer ficaram muito divertidas quando foram estranhamente misturadas. Forró e futebol? Contar histórias com andar de bicicleta e tomar sorvete? Empinar pipa andando de patinete? Já estavamos transformando tudo e fazendo arte.
Também cantamos com um solzinho gostoso muito tranquilos ao som do artista voluntário que passou uma manhã conosco. Muitas músicas sairam dessas cabeças corações cartolas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Por conta do posicionamento da cidade de São Paulo de não expor as crianças ao perigo da influenza A H1N1 em espaços fechados sem a circulação de ar, não pudemos continuar o curso normal do nosso programa nesse período. Atuamos no Programa Recreio nas férias realizando brincadeiras e atividades lúdicas aguardando o retorno das atividades normais para dar continuidade aos projetos desenvolvidos por nossos frequentadores.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Brincar Brincar Brincar

Nessa última semana decidimos dar uma pausa em todos os projetos e brincar muito com as crianças.
Brincar e brincar de mudar a brincadeira até virar arte.
Cantamos, dançamos em roda. Deixamos as crianças brincando sozinhas.
Depois colocamos uma regra: Vocês podem continuar brincando, mas agora tem que ser brincadeiras totalmente inventadas por vocês.
E inventando brincadeiras estavamos inventando relações, maneiras de se mover e principios de danças.
E stávamos inventando sons, estávamos relacionando sons com o movimento orientados a partir de regras inventadas.
Estavamos aprendendo a organizar tudo isso em um sistema.
Estavamos sim entrando em um espaço ficcional. Um espaço inventado e externo à "realidade".
Fazendo arte e nos despedindo do semestre de uma maneira alegre.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Um cenário para nosso desenho animado

Decidimos criar um cenário onde todas as nossas danças de stop motion poderiam acontecer.
A pergunta: Se a dança que vocês vão criar tivesse um lugar para acontecer onde seria?
Pegamos algumas espumas muito grandes que ganhamos de doação e olhamos para elas.
O que elas parecem?
Elas já tem formato de alguma coisa?
Prédio!
Foguete!
Carro!
Árvore!
Decidimos que a dança aconteceria entre foguetes.
Coletamos alguns materiais que encontramos- retalhos de tecido, um pouco de tinta para tecido.
Então, mãos à obra!
Ao final tinhamos coisas muito bonitas que se pareciam muito pouco com foguetes!
Observamos juntos e chegamos a esse conclusão.
Talvez isso seja ótimo!
Deixamos o material secando e decidimos não decidir nada. Vamos entrar no próximo semestre com esse material e decidir o que fazer com ele.
A experiência de carregar espumas tão grandes, brincar de pular em cima delas, lidar com um objeto tão imenso para o tamanho deles, é um verdadeiro estudo sobre o esforço. É uma verdadeira investigação sobre a dança e o ritmo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Letras dançadas, cantadas e pintadas

Alguns alunos chegaram empolgados com o processo de aprendizado da escrita na escola e disseram que gostariam de escrever. Havíamos preparado outro material para trabalhar, mas nos pareceu mais intrigante descobrir com eles como essa escrita poderia virar arte.
O que chama atenção nessa atitude das crianças é perceber que para eles é perfeitamente natural imaginar que um aprendizado trazido da escola possa fazer parte de uma aula de arte. Assim como outros interesses frequentemente trazidos por eles. Nos faz perguntar: Quem cria essas caixinhas que aprisionam o fazer e educar da arte? E porque?
Certamente não são as crianças.
Pegamos papel, grafite e giz colorido.
A proposta: Vamos usar as letras, mas vamos desenhar com elas!
Cnversamos sobre as formas engraçadas que uma letra A pode conter... Percebemos que muitas letras Vs podem parecer um grupo de passaros viajando de um lado para o outro do papel. Percebemos que cada letra já tem um formato e que poderíamos transforma-lo como se fossemos um espelho contorcido. Poderíamos usar as cores e combinações de letras. Poderíamos usar o tamanho que achássemos interessante.
Foi uma descoberta!
No início um pouco de timidez. Mas foi apenas forçar o primeiro traço que as descobertas aconteceram sem parar.
Enquanto isso, o educador de música inicia uma composição com o seu violão sobre as letras, coletando palavras das crianças.
Depois dos desenhos expostos, descobrimos que era possível fazer algo semelhante com o corpo. Riscar letras no chão, no ar, com varias partes do corpo, mudando os formatos , as dimensões. Podiamos até escrever nosso nome e fazer uma dança com isso.
E assim, sem querer, investigamos o trabalho de um artista da dança chamado William Forsyth, que trabalha o espaço de maneira bem semelhante.
Quem diria que crianças tão pequenas podiam se aproximar tão naturalmente de danças tão abstratas! Foi mesmo uma surpresa para todos.